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Economia
O peso das canetadas: municípios gaúchos na mira do colapso fiscal com o fim da escala 6x1
O peso das canetadas: municípios gaúchos na mira do colapso fiscal com o fim da escala 6x1 Linha Fina: Enquanto o Congresso avança com propostas de forte apelo popular, as administrações locais do RS fazem as contas e alertam para a inviabilidade financeira da medida.
Por Economia O Sulista · Publicado em 19/10/2026, 18:37 (horário de Brasília)
A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 expõe uma fratura histórica no modelo legislativo brasileiro: a facilidade de criar obrigações em Brasília e a dureza de pagá-las nos municípios. Projeções recentes do setor público indicam que a alteração pode gerar um custo adicional bilionário às prefeituras, impulsionado pelo encarecimento vertiginoso dos contratos de terceirização de serviços básicos.
Para o Rio Grande do Sul, o cenário é de alerta máximo. As prefeituras gaúchas, que já operam no limite de suas capacidades financeiras devido a passivos históricos e à necessidade contínua de reconstrução infraestrutural, não possuem margem orçamentária para absorver esse choque. A medida, tratada por defensores como um avanço social, é vista por gestores locais e analistas econômicos como um aceno irresponsável. Sem um plano claro de compensação fiscal, o fim da escala 6x1 ameaça paralisar a zeladoria urbana, a limpeza pública e o atendimento em unidades de saúde, punindo o cidadão para sustentar uma promessa política insustentável.
