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Economia
Resultado fiscal de agosto segue deficitário, apesar do avanço real da receita
O Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto de 2026. A receita líquida cresceu em termos reais, mas as despesas também avançaram; o número reforça a necessidade de explicar a trajetória das contas públicas.
Por Aron Heinrichs · Publicado em 16/10/2026, 14:51 (horário de Brasília)
O Governo Central encerrou agosto de 2026 com déficit primário de R$ 13,6 bilhões, segundo o Boletim Resultado do Tesouro Nacional. No mesmo mês de 2025, o déficit havia sido de R$ 15,5 bilhões. A comparação mostra melhora nominal do resultado, mas não elimina o ponto central: as contas continuaram no vermelho.
Em termos reais, a receita líquida aumentou R$ 6,3 bilhões, alta de 3,5% em relação a agosto do ano anterior. A despesa total também subiu: R$ 3,7 bilhões, ou 1,9%. O dado permite uma leitura mais precisa do que slogans sobre arrecadação ou corte de gastos: houve crescimento de receita e de despesa, e o saldo permaneceu deficitário.
Para famílias e empresas, a discussão fiscal não é abstrata. O resultado influencia a confiança, o custo de financiamento e as escolhas futuras sobre tributos e serviços. Por isso, cada divulgação deveria vir acompanhada de explicações acessíveis sobre quais despesas cresceram, quais receitas sustentaram o caixa e quais compromissos permanecem.
A comparação mensal não basta para declarar uma tendência. O Tesouro publica séries históricas e tabelas anexas; cabe ao debate público acompanhar a sequência, cobrar metas verificáveis e perguntar se o gasto produz resultado mensurável. Sem transparência sobre prioridades e prazos, o contribuinte fica apenas com a conta, sem poder avaliar a entrega.
Texto elaborado pela Redação O Sulista com base em Tesouro Nacional — Tesouro Transparente — Boletim Resultado do Tesouro Nacional — agosto de 2026 · Fonte publicada em 29/09/2026.
