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Política
Ajuste fiscal divide Lula e Flávio na reta final do segundo turno
Enquanto o atual mandatário tenta disfarçar a farra de viagens, criação de ministérios inúteis e aparelhamento com retórica vazia na TV Globo, a oposição apresenta metas claras para enxugar o Estado e cortar R$ 200 bilhões em privilégios.
Por Aron Heinrichs · Publicado em 20/10/2026, 06:21 (horário de Brasília)
Na reta final do segundo turno de 25 de outubro, as sabatinas da TV Globo expuseram duas visões diametralmente opostas para o futuro das contas públicas e da economia brasileira. De um lado, a tentativa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de maquiar o rombo fiscal gerado por sua própria gestão; de outro, a proposta firme do senador Flávio Bolsonaro (PL) de estourar a bolha de gastos, desburocratizar o país e impor um choque de austeridade no serviço público.
A tentativa de Lula de vender o discurso de "crescimento" como remédio para a crise fiscal esbarra na realidade ostentada pelo seu governo. Na prática, a atual gestão notabilizou-se pelo descontrole orçamentário, pela gastança desmedida com viagens internacionais, pela criação acelerada de ministérios ineficientes para abrigar aliados políticos e pelo aparelhamento ostensivo das empresas estatais. Citar medidas paliativas como o Desenrola serve apenas como cortina de fumaça para ocultar a ausência absoluta de qualquer plano sério de contenção de despesas ou de respeito ao dinheiro do contribuinte.
Em contraposição à farra do funcionalismo e ao inchaço da máquina, Flávio Bolsonaro apresentou propostas objetivas para estancar a sangria do erário. O candidato da oposição comprometeu-se com um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões, alcançado por meio da extinção de ministérios inúteis, do combate severo à ineficiência nas estatais e da monetização de ativos e imóveis da União. Flávio deixou claro que o foco do corte de gastos é a burocracia estatal e o privilégio político, garantindo a preservação dos serviços essenciais e dos benefícios voltados aos mais vulneráveis, além de rejeitar retrocessos na escala de trabalho.
A sabatina na TV Globo colocou em pratos limpos a escolha que o eleitor fará nas urnas em 25 de outubro. De um lado, o modelo do Estado aparelhado, dependente de arrecadação voraz e cego para a inflação; do outro, a urgência de uma gestão responsável, focada na redução de privilégios, na desburocratização e na devolução do protagonismo econômico a quem produz.
Texto elaborado pela Redação O Sulista com base em Folha de S.Paulo — Apuração da Revista O Sulista · Reportagem original: Autor não informado na fonte · Fonte publicada em 17/10/2026.
