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Pedidos de asilo na UE caem 17% no primeiro semestre, mas fila ainda soma 770 mil casos
Países da UE, Noruega e Suíça receberam cerca de 332 mil pedidos entre janeiro e junho. A França liderou os destinos, enquanto centenas de milhares de processos aguardavam decisão inicial.
Por Aron Heinrichs · Publicado em 20/10/2026, 19:47 (horário de Brasília)
O número de pedidos de proteção internacional caiu no primeiro semestre de 2026 nos países da União Europeia, Noruega e Suíça. Foram cerca de 332 mil solicitações entre janeiro e junho, 17% menos do que no mesmo período de 2025 e o menor total para um primeiro semestre desde 2021, segundo a Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA).
A redução foi puxada principalmente por menos pedidos de cidadãos da Venezuela, Síria, Colômbia, Ucrânia e Turquia. Afegãos formaram o maior grupo de solicitantes, com aproximadamente 39 mil pedidos. Venezuelanos somaram 33 mil e cidadãos de Bangladesh, 20 mil.
A França recebeu cerca de 69 mil solicitações e foi o principal destino no conjunto analisado. Itália registrou 66 mil; Espanha e Alemanha, aproximadamente 55 mil cada. Juntos, os quatro países concentraram cerca de três quartos dos pedidos. O recorte estatístico chamado EU+ inclui os 27 países da União Europeia, além de Noruega e Suíça.
A queda no fluxo não eliminou a pressão sobre os sistemas nacionais. No fim de junho, aproximadamente 770 mil processos ainda aguardavam uma primeira decisão, embora esse estoque fosse 8% menor que um ano antes. Considerando as decisões de primeira instância, 31% resultaram em concessão de status de refugiado ou proteção subsidiária.
Os dados mostram, portanto, dois movimentos simultâneos: menos novos pedidos no período e um volume ainda elevado de processos pendentes. A EUAA também apontou que o acúmulo continua relevante nas etapas de recurso e revisão, além da fila inicial.
Texto elaborado pela Redação O Sulista com base em Comissão Europeia / Agência da União Europeia para o Asilo — EUAA mid-year review shows continued reduction in asylum applications across EU+ countries · Reportagem original: Direção-Geral para Migração e Assuntos Internos · Fonte publicada em 2026-09-24.
